A primeira fase das escavações do Basílica de Vitrúvio em Fano terminou por enquantomas o município de Fano e a região de Le Marche garantiram 400 mil euros de financiamento e outros 350 mil da Superintendência de Arqueologia para continuar a investigação e proteção do local.
Entretanto, as descobertas desta importante primeira escavação já deram aos arqueólogos uma imagem mais clara da estrutura do edifício, tanto a construção original no século I a.C. como alterações posteriores durante o período imperial e a Antiguidade Tardia até à sua destruição no século VI pelo Rei Ostrogodo de Itália Vitiges. Artefatos cerâmicos dos séculos XI e XII foram recuperados no local, indicando que foi utilizado para outros fins, mesmo
Entre as descobertas mais significativas está a descoberta da base da sexta coluna do lado Darderi, embora parcialmente danificada por intervenções posteriores. “Continuaram também os trabalhos de exposição do piso romano e de um novo trecho de muro ao longo da lateral da Via Montevecchio, elementos que permitem uma compreensão cada vez mais precisa da planta do monumento Vitruviano”, acrescentou (arqueólogo da Superintendência Cristiano Casci Ceccacci). “Na zona central da basílica foram concluídos os trabalhos de escavação, revelando os restos de uma parede em forma de abside. Este é um achado particularmente significativo que abre novas perspectivas interpretativas sobre a possível localização do aedes Augusti, o templo dedicado ao culto imperial.”
As escavações permitiram também conhecer mais profundamente as diversas fases de existência do edifício e as transformações que alteraram progressivamente o seu aspecto ao longo da história. “A basílica sofreu grandes remodelações já no século II d.C., com o objectivo de valorizar a sua traça original, como evidenciado pela descoberta de mármore do Peloponeso. As escavações também confirmaram que o edifício foi construído sobre estruturas pré-existentes, cuja natureza ainda está em estudo. O que agora veio à luz permite-nos reconstruir com maior certeza não só o monumento, mas também o contexto urbano global da cidade romana”, concluiu.





