Não sou astronauta, mas fui para a Estação Espacial Internacional (mais ou menos)


NOVA IORQUE — Sou o tipo de pessoa que, de vez em quando, cai em devaneios acidentais sobre o conceito de espaço. Normalmente, porque estou ouvindo algum tipo de playlist de garotas tristes no Spotify, começo a me sentir furioso porque talvez nunca aprendamos o verdadeiro significado do cosmos e nos tornemos embaraçosamente poéticos sobre nosso isolamento na Terra. Tenho tendência a refletir sobre o quão estranha é a microgravidade e começo a pesquisar no Google coisas como “o que está além da borda do universo, a melhor evidência que temos” e “quando o lançamento de um foguete comercial se torna o mesmo preço do voo JetBlue”.

Tenho quase certeza de que vivi nessas nuvens desde que passei da fase Freddi Fish e Microsoft Paint da minha alfabetização em internet – mas então, um mês antes do meu aniversário de 30 anos, algo enorme aconteceu. Numa terça-feira qualquer, acordei, escovei os dentes, preparei um café expresso, fui até a Franklin Avenue C e fui para o Estação Espacial Internacional.



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