O Observatório Rubin perscruta o ‘universo oculto’ e descobre um fluxo de estrelas mais longo do que toda a nossa Via Láctea



Apesar de ainda não estar totalmente operacional, o Observatório Vera C. Rubin já está agitando. O observatório, que possui a maior e mais sensível câmara digital do mundo, a LSSTCam de 3,2 gigapixels, permitiu recentemente aos astrónomos descobrir um fluxo de estrelas enrolado em torno da distante galáxia Messier 61 (M61).

Este fluxo tem 10.000 anos-luz de largura e cerca de 170.000 anos-luz de comprimento, excedendo a largura do visível. Via Lácteaque é estimado em cerca de 100.000 anos-luz de largura. A equipe por trás da descoberta acredita que o riacho é o que resta de um galáxia anã uma vez canibalizado por M61, que agora está se vingando, causando turbulência no coração desta galáxia espiral. O tamanho desta corrente estelar e o facto de M61, também conhecida como NGC 4303 e localizada a cerca de 55 milhões de anos-luz de distância, ser bem estudada, tornam extraordinário que esta corrente estelar ou “cauda de maré” não tenha sido descoberta antes.



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