O Diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Alessandro Baumgartner, participou, nesta quinta-feira (25/06), do IX Simpósio de Engenharia Ferroviária, compartilhando perspectivas para o avanço do setor e reforçando o compromisso da Agência com uma infraestrutura mais moderna, eficiente e alinhada ao desenvolvimento econômico do país.
Considerado um dos principais eventos de pesquisa em engenharia ferroviária do Brasil, o simpósio reuniu pesquisadores, estudantes de pós-graduação, profissionais das áreas de engenharia e gestão, além de representantes de empresas e instituições ligadas ao setor ferroviário. O encontro promoveu a divulgação de estudos, pesquisas e avanços tecnológicos desenvolvidos no país.
Durante sua apresentação, o diretor destacou projeções que demonstram o crescimento da demanda logística nacional nas próximas décadas, por conta da produção agrícola nacional. Segundo ele, a produção de grãos, que alcançou cerca de 180 milhões em 2023, deverá ultrapassar 383 milhões até 2050. Também foram apresentadas estimativas para outros segmentos estratégicos, como papel e celulose, com projeção de 87 milhões, e bens industrializados e siderúrgicos, cuja expectativa é atingir 57 milhões no mesmo período.
Baumgartner ressaltou ainda o potencial de expansão do setor de biocombustíveis. De acordo com pesquisas qualitativas realizadas junto ao setor produtivo, o crescimento deverá superar as projeções iniciais, impulsionado, principalmente, pelo avanço da produção de etanol de milho.
Outro ponto abordado foi a construção de uma carteira ferroviária integrada, conectando ferrovias e hidrovias, portos, terminais e rodovias, fortalecendo a intermodalidade e ampliando a eficiência logística do país.
O diretor também apresentou a estrutura de financiamento prevista para os projetos, baseada em uma arquitetura institucional que contempla contas vinculadas, recursos do Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável (FDIRS), participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e instrumentos de blended finance, com o objetivo de atrair capital privado de longo prazo.
Além disso, destacou o caráter transformador da carteira ferroviária, que prevê mais de R$ 600 bilhões em investimentos no sistema logístico nacional, com oito leilões estruturados, redução de custos e ampliação da competitividade brasileira.
Segundo o diretor, a carteira foi concebida sob a lógica de rede logística integrada, considerando critérios de racionalidade econômica e territorial, de forma que cada projeto responda a gargalos logísticos reais e contribua para o desenvolvimento regional.
“Estamos estruturando uma carteira ferroviária pensada como uma verdadeira rede logística nacional, conectada, integrada e voltada para solucionar gargalos reais. O fortalecimento das ferrovias é fundamental para aumentar a competitividade do Brasil, reduzir custos logísticos e preparar o país para o crescimento da demanda nas próximas décadas”, destacou Alessandro Baumgartner.
Coordenação-Geral de Comunicação – ANTT
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