A Austrália e a Nova Zelândia seguem firmemente esse padrão. Apolline Greiveldinger (na foto ao centro), economista da Coface para a Austrália e Nova Zelândia, disse que as tensões persistentes no Médio Oriente estavam a adicionar pressão inflacionista e a aumentar o risco de um ciclo de aperto mais forte por parte do Reserve Bank of Australia (RBA) – custos de empréstimos mais elevados que se reflectiriam directamente nos números de insolvência local. A sensibilidade que descreve não é exclusiva de Canberra: a Coface alertou a nível mundial que um aumento de 25 pontos base nas taxas de crédito às empresas, além do que os mercados já estão a fixar, seria suficiente para empurrar o crescimento da insolvência para 4% a 5% em 2026, eliminando a frágil desaceleração actualmente prevista. O FMI, por seu lado, sinalizou a deterioração das condições em toda a Ásia emergente e em partes do Médio Oriente – precisamente os mercados compradores para os quais os exportadores australianos, neozelandeses, europeus e norte-americanos estão a embarcar. Para os corretores, este é o contexto com que todas as conversas sobre crédito comercial começam agora: um universo de compradores que está a enfraquecer simultaneamente em quase todos os principais mercados de exportação.




